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O Vinho Verde

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É o Minho, no extremo noroeste de Portugal, a região do vinho verde, estendendo-se da fronteira com a Espanha galega até as vizinhanças do Porto e do Rio Douro, e do litoral setentrional de Viana do Castelo e de Póvoa de Varzim aos sopés do Parque Nacional da Peneda-Gerês ­– ali onde o passado se faz presente, no magnífico patrimônio arquitetônico de cidades como Braga, fundada pelos romanos, Amarante, debruçada sobre o Rio Tâmega, de orgulhosa memória na resistência à invasão napoleônica, e Guimarães, com seu centro histórico tombado pela Unesco.

Como seu vinho, o Minho é fundamentalmente verde, cenário que alterna matas e vinhedos, sítios arqueológicos, minúsculas aldeias empedradas e trilhas que serpenteiam as colinas como aquela que, a partir da Quinta do Fijó, perto de Arcos de Valdevez, pode conduzir, em seis dias de cavalgada, até Santiago de Compostela, alternativa equestre ao circuito místico tradicional. Este é o Portugal que vale a pena, por prazeres nos quais o requinte se exprime com naturalidade, sem afetação.

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Uvas e características

Naturalmente leve e fresco. Produzido em uma região costeira, local geograficamente favorável à produção dos vinhos brancos.

As principais castas são, para os brancos, o Loureiro, o Alvarinho, o Arinto (conhecido localmente por Pedernã) e a Trajadura. Para os tintos são o Vinhão e para rosados o Espadeiro. Também existem por toda a região demarcada a tinta nacional, asal tinto e tinturão.

Produção

O processo de produção do Vinho Verde é semelhante aos demais vinho do mundo, todavia existem algumas particularidades que contribuem para tornar-lhe característico e especial. Uma delas é o fato desse fermentado praticamente não ter estágio de maturação, ou seja, o vinho fica armazenado durante pouquíssimo tempo antes de ser engarrafado.

Mas um fato interessante é a maneira como são cultivadas algumas parreiras, em partes da região. Planta-se a videira, ou várias, ao pé de uma árvore e ela cresce livremente, sem poda e sem adubação ao que eles chamam de uveira ou vinha de enforcado.

Outro aspecto confere o toque especial a este vinho é a adição de dióxido de carbono para deixá-lo ligeiramente gaseificados. Atualmente se gaseifica artificialmente devido os processos naturais para este fenômeno atribuírem ao vinho um aspecto turvo, o que não agrada aos consumidores.

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Fontes de pesquisa: Wikipédia – Atlas Mundial do Vinho – The book of Wine